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FONTE MONUMENTAL DA AVENIDA LUISA TODI EM
FRENTE AO MERCADO DO LIVRAMENTO
Na
sessão sobre “Prioridades Municipais para 2006”, realizada pelo
executivo da Câmara Municipal no passado dia 6 de Dezembro na
Associação dos Comerciantes, interpelei o Exmo. Senhor Presidente da
Câmara, sobre a situação da Fonte Monumental da Avenida Luísa Todi,
tendo-nos sido dito que a mesma teria de ser deslocada cerca de 20
(vinte) metros do seu local, em virtude das obras previstas para o
local pelo “POLIS”.
Esta mudança era forçada
portanto face aos pareceres dos “técnicos”.
Pelos vistos o “POLIS”
tem verbas avultadas para se permitir andar a mudar uma fonte de
granito e mármore, com diversas obras de arte, (brasões dos
concelhos e estatuária), apenas 20 (vinte) metros do seu local
actual!
Convém lembrar que ainda
recentemente também foram decisões “técnicas” que mudaram o
pelourinho do Largo de Jesus alguns metros, tendo nessa deslocação
destruído parcialmente a sua base.
Quando votamos na
eleição dos nossos representantes locais, fizemo-lo conscientes que
estes irão tomar as decisões mais sensatas na defesa do bem comum e
do erário público.
Ora se são os técnicos a
decidir sobre as obras da nossa cidade para que servem os políticos
?
Como munícipe venho
pedir à Assembleia Municipal de Setúbal, a exemplo do que já fiz
ontem na Assembleia de Freguesia de S. Julião, que, politicamente,
tome uma atitude sobre esta matéria, pois trata-se de um dos
monumentos (não religiosos), mais importante da cidade, construído
por subscrição pública, que convém preservar e ao mesmo tempo evitar
o desperdício de dinheiros públicos, tão importantes para outras
obras bem mais necessárias, que a mudança da imponente fonte.
Vítor Manuel
Cristovam Baião
Associado da LASA
Co-
incineração de Resíduos Industriais Perigosos na Secil/Outão
A
co-incineração de Resíduos Industriais Perigosos ficará na história
da nossa democracia como protótipo da deliberação autoritária, que
usa o disfarce da democracia formal para manipular cidadãos e
instituições para além do que é admissível.
Alicerçado numa maioria
absoluta, o Primeiro Ministro José Sócrates no seu estilo prepotente
e autoritário declara: Co-incineração dos RIP é para avançar em
breve nas cimenteiras de Souselas e Sécil/Outão.
Violando a legislação em
vigor e, “retocando” a seu belo prazer o Plano de Ordenamento do
Parque Natural da Arrábida – POPNA, versão inicial de 2003, que
tinha sido submetida a discussão pública e que não permitia a co-
incineração, foi alterado de modo a garantir este processo de queima
de resíduos, sem que aquele procedimento legislativo tivesse sido
considerado. Pura desonestidade de processos!
O Ministro do Ambiente,
Nunes Correia, para desvalorizar as críticas à co- incineração de
resíduos industriais perigosos, em declarações na Assembleia da
República, lembra que o método está a ser actualmente usado na
cimenteira da Secil para queimar resíduos industriais banais, com a
fiscalização de uma Comissão de Acompanhamento.
Como membro da referida
Comissão de Acompanhamento quero afirmar ao Senhor Ministro que, a
referida comissão não é “guarda chuva da empresa” nem serve de bóia
de salvação para o seu completo desconhecimento entre a co-
incineração de resíduos industriais banais e resíduos industriais
perigosos. Por outro lado, o respectivo processo de constituição,
objectivos e regulamento nada tem a ver com o processo de formação
e orgânica da Comissão Científica Independente, a quem, Vossa
Excelência, encomendou novos estudos.
A Comissão de
Acompanhamento da Secil/Outão, constituída por 15 instituições (ver
regulamento em www,secil.pt ) é independente da Administração e
todos os membros desempenham as suas funções sem quaisquer
honorários, situação muito diferente da Comissão Científica
Independente, que teve poucas condições para ser independente. Foi
nomeada para dar parecer positivo ou negativo sobre a co –
incineração dos RIP, mas com a condição de que se o parecer fosse
positivo ela viria a supervisionar o processo enquanto ele durasse,
um trabalho remunerado que acresceria aos vencimentos que cada um
dos membros da Comissão já auferia. Objectivamente, criou-se um
incentivo a favor da decisão favorável à co – incineração dos RIP.
O acórdão do Supremo
Tribunal Administrativo de 21 de Janeiro de 2004, invoca o decreto-
lei nº 3/2004, e revoga o despacho de José Sócrates de 9 de Abril
de 2001 que estabelecia a co-oncineração de RIP em cimenteiras,
arrastando igualmente a eliminação da Comissão Científica
Independente e que o Senhor Ministro do Ambiente “ressuscitou”.
A Administração da
Secil/Outão em reuniões com a Comissão de Acompanhamento tem
declarado varias vezes que “pondera a não realização da co-
incineração dos RIP”e apenas está interessada na queima de resíduos
industriais banais que não tenham outra alternativa de valorização.
A palavra dada pela Administração é para nós uma garantia, que será
retirada se o cumprimento da mesma não for rigorosamente observado.
O eng. José Sócrates, ao
afirmar que a co – incineração dos RIP se irá processar na
Secil/Outão, é uma clara tentativa de ingerência do Governo na
gestão de uma empresa privada mas, a sua posição de Primeiro
Ministro do Governo de Portugal, não lhe dá o direito de ser dono de
Portugal.
Maurício Pinto da
Costa
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Clube das
Mais Belas Baías do Mundo.
Congresso
em Setúbal
Em 2009, Setúbal vai
receber o 5º Congresso dos Clubes das Mais Belas Baías do Mundo, decisão
tomada em 19 de Outubro de 2005, em Bodrum, na Turquia.A este certame
concorrem também as associações das Baias da Praia da Rosa , no Brasil,
e de Chaleus, no Canadá.A baía de Setúbal, com o seu maravilhoso
enquadramento paisagístico que lhe é dado pelo estuário, Tróia e
Arrábida e com os golfinhos como ex- libris ambiental, foram argumentos
que pesaram fortemente na atribuição desta honrosa classificação. Este
desafio de realizar o congresso em Setúbal, que movimenta cerca de 150
participantes em representação de 30 países, entre delegados,
congressistas e empresários da área do turismo deve contribuir para uma
estratégia que vise internacionalizar a Baía de Setúbal como destino
turístico. Em contrapartida a este galardão, Setúbal passou a ter mais
responsabilidades e, a elas, não podem fugir a Câmara Municipal, a
Região de Turismo Costa Azul, Administração do Porto de Setúbal e
Sesimbra, Reserva do Estuário do Sado, Parque Natural da Arrábida,
operadores portuários, entidades privadas ligadas ao turismo , hotelaria
e indústria.A revitalização da baía tem que estar ligada à conservação
das paisagens e belezas naturais de todo o Estuário do Sado, passando
pela respectiva despoluição e pela requalificação ambiental e urbana da
zona ribeirinha.A projecção deste evento a nível nacional e
internacional deve ser acompanhado de divulgação de percursos turísticos
de modo a divulgar o nosso património cultural e ambiental e os produtos
turísticos como a gastronomia, o artesanato e a vitivinicultura. O nosso
consócio Duarte Machado, ao propor a Baía de Setúbal para integrar o
Clube das Mais Belas Baias do Mundo, teve a visão de ela podia ser um
porto aberto à esperança, capaz de gerar condições para projectar
internacionalmente Setúbal como marca turística própria, ligada aos
recursos naturais e económicos da região.Para este Setubalense, Setúbal
nunca será uma terra esquecida e adiada. BEM HAJA.
À consideração dos NOSSOS AUTARCAS!
Terminei há pouco
a leitura da obra "Paradigma Urbano - as cidades do novo
milénio".
Achei-a
interessante e aconselho a sua leitura a todos os nossos autarcas.
Se assim o fizerem, terão ideias inovadoras e bem importantes para
uma correcta gestão autárquica. Afinal não estaremos todos nós
interessados numa cidade melhor?
O livro, da
autoria de Myron Magnet, reúne uma série de artigos publicados na
revista City Joumal, onde os Mayors mais inovadores de cidades dos
Estados Unidos foram buscar as bases de apoio para muitas das
reformas que gradualmente foram implementando e tomaram possível um
novo ciclo de prosperidade para as que geriam.
Embora sejam
diferentes das urbes portuguesas, há problemas que são comuns a todo
este tipo de aglomerado populacional e é sempre importante ler e
aprender sobre a gestão da cidade.
A dado passo, o
livro refere: " Na viragem do milénio, as cidades são o
laboratório por excelência da política da nação e têm mostrado,
inúmeras vezes, como novas medidas inteligentes podem transformar
radicalmente a paisagem urbana". Essas medidas foram
fundamentais para o florescimento das cidades que optaram pela nova
concepção do pensamento urbanista enquanto aquelas que ficaram
agarradas "à velha ortodoxia urbana" definharam.
O livro não trata
de planos de urbanização, de saneamento básico, de espaços verdes,
de rotundas e, muito menos, se os boletins municipais foram
publicados em tempo politicamente (in)correcto, temas sempre
presentes nas campanhas eleitorais. Trata sim, de quatro temas
fundamentais que garantiram uma evolução no conceito e realização de
uma cidade com melhor qualidade de vida, uma cidade civilizada:
- O fenómeno da
criminalidade.
- A reforma da
assistência social.
- A reinvenção do
executivo camarário.
- A reforma do
sistema educativo.
No âmbito destes
quatro grandes temas, há sub- temas como o fenómeno dos sem-abrigo,
a economia , a cidade física e a qualidade de vida. Alguns dos temas
que o livro aborda não estão sob a jurisdição das autarquias mas
isso, não é o mais importante. Os temas no seu conjunto, formam como
que um manual sobre a maneira de fazer evoluir as cidades,
dando-lhes nova vida e futuro.
Maurício Pinto da
Costa
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