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Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, Lasa   

 

Aniversário da Lasa

28 de Novembro

Homenagem ao Professor

Maurício Costa

 

10:00 h. Romagem ao Cemitério da N.ª Senhora da Piedade

 

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Lasa apresenta Livro inédito:

"PATRIMÓNIO AZULEJAR RELIGIOSO DE SETÚBAL"(VOL.I)
 

A Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão editou em 2008 um livro intitulado “Património Azulejar de Setúbal e Azeitão” contributo para o reconhecimento da riqueza azulejar existente em Setúbal e Azeitão e a sua importância histórica e patrimonial.
 

Sendo o azulejo considerado como uma das realizações mais originais e que mais fortemente caracterizam a cultura portuguesa, Setúbal é também uma cidade e um concelho onde pontificam a riqueza de azulejos, que ao longo dos séculos nos falam da história passada e recente, definindo nalguns casos tipologias urbanas próprias, identificadoras e reflexo desse mesmo passado.
 

Perante a pequena amostragem do livro referido de 2008 e considerando a enorme quantidade de informação então recolhida e a sua importância patrimonial, impunha-se a continuidade do trabalho com a edição do Tomo II do “Património Azulejar de Setúbal e Azeitão”.

 

Contudo, ao invés de prosseguir com essa continuidade, a Direcção da LASA e o Núcleo do Património decidiram iniciar um trabalho sobre os azulejos existentes no interior de igrejas paroquiais, capelas e outros locais de recolhimento religioso, que se intitularia “Património Azulejar Religioso de Setúbal e Azeitão”, trabalho que se completou agora.

Cada cidade conta a sua história e o azulejo tornou-se parte da história da cidade. Através do azulejo e da sua beleza, a LASA pretende recriar a viva religiosidade e os valores históricos e culturais do Património Religioso de Setúbal.

A Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, orgulha-se de apresentar este livro inédito, sobre um tema da maior importância para o nosso património e para a nossa história, contribuindo assim e uma vez mais para a salvaguarda do legado patrimonial para as gerações futuras e para a divulgação dos valores da identidade que enriquecem o concelho de Setúbal, deixando mais um complemento para a sua história e para o seu património.

 

A LASA realiza um sarau cultural que inclui o lançamento do livro com os trabalhos premiados do Concurso Literário, na segunda-feira dia 21 de Dezembro no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 17:30 h.

Para além da obra que inclui os trabalhos premiados neste XI Concurso Literário, a Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão tem a honra de informar que vai proceder na mesma cerimónia protocolar do dia 21, ao lançamento de um outro livro que se intitula “Património Azulejar Religioso de Setúbal e Azeitão", um trabalho sobre os azulejos existentes no interior de igrejas paroquiais, capelas e outros locais de recolhimento religioso, realizado pelo  Núcleo de Património da LASA.
 

Este trabalho contou com a prestimosa colaboração de diversas entidades entre as quais me cumpre assinalar a do Centro Hospitalar de Setúbal, EPE por parte do Dr. Alfredo Cabral e da Diocese de Setúbal por intervenção de D. Gilberto Délio Gonçalves Canavarro dos Reis, Bispo de Setúbal, que foi convidado a fazer parte da mesa de honra do sarau.

A direcção da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão convida a população de Setúbal e Azeitão a estar presente na entrega de prémios do XI CONCURSO LITERÁRIO "MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE e no sarau cultural que se realiza no Salão Nobre da Câmara Municipal no dia 21 de Dezembro pelas 17:30 horas.

 

Setúbal, Cidade do Rio Azul, 12 de Dezembro de 2009

 

Pela Direcção

 

 Carlos Alberto Pires da Silveira
Presidente


Livro "PATRIMÓNIO AZULEJAR DE SETÚBAL E AZEITÃO"

 

À VENDA NAS PRINCIPAIS LIVRARIAS DE SETÚBAL

A Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, LASA, colocou no dia 13 de Fevereiro, à venda, nas principais livrarias de Setúbal e na Loja "Coisas de Setúbal" da Câmara Municipal, o livro lançado na cerimónia protocolar do dia 21 de Dezembro que encerrou o X Concurso Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage, intitulado “Património Azulejar de Setúbal e Azeitão".

Trata-se de um esforço de pesquisa e de inventariação fotográfica e histórica que ao longo de mais de quatro anos o Núcleo do Património da Lasa desenvolveu e de uma obra inédita sobre um tema da maior importância para o nosso património, contribuindo a Lasa assim e uma vez mais, para a salvaguarda do legado patrimonial das gerações futuras e para a divulgação dos valores da identidade que enriquecem o concelho de Setúbal.

O livro encontra-se à venda ao preço de 15 euros.

  Do Livro "Património Azulejar de Setúbal e Azeitão"

 

     


  

LASA
Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão
PRÉMIO LITERÁRIO
MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE 2009

11.ª Edição
PROMOTOR
Lasa - Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão
Concorrentes
Autores de Língua Portuguesa, do Continente e das Regiões autónomas dos arquipélagos dos Açores e da Madeira e ainda dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, Palop’s, e outros Países de Língua Oficial Portuguesa. Podem concorrer também residentes das comunidades portuguesas e quaisquer autores portugueses residentes em qualquer ponto do mundo.

Modalidade e Prémios
O Prémio monetário nas modalidades de Poesia é de 2500 euros. O Prémio monetário na modalidade de Revelação é de 1500 euros. A cada autor dos trabalhos premiados serão atribuídos 50 exemplares da edição do livro com os trabalhos vencedores, publicado pela LASA.
DATAS
Limite para a entrega dos trabalhos: 10 de Julho de 2009. Entrega dos prémios: 15 de Setembro de 2009, data comemorativa do nascimento de Bocage, Dia de Bocage e da Cidade de Setúbal no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal.

Regulamento disponível por pedido para:
LASA - Apartado 292, 2901-901 Setúbal, Portugal
Telef./Fax: +351265235000
Email: info@lasa.pt
Consulte o regulamento e a restante informação sobre o concuros no site Lasanet em www.lasa.pt
É indispensável consultar o Regulamento

 

Setúbal, Cidade do Rio Azul, 19 de Abril de 2009

Pela Direcção

 Carlos Alberto Pires da Silveira
                Presidente

 

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XI Concurso Literário

Manuel Maria Barbosa du Bocage

premiados

O Júri do XI Concurso Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage, reunido no dia três de Setembro de 2009, decidiu atribuir por unanimidade os prémios do concurso às seguintes modalidades e autores:

 

Modalidade de Poesia:

Amadeu da Silva Baptista, de Viseu, com o trabalho “Atlas das Circunstâncias”

 

Modalidade de Revelação:
 
Mário João Rosas Rebelo Correia, do Porto, com o trabalho “A Insónia

 

A direcção da LASA envia aos premiados os mais sinceros parabéns e também votos de felicidades, contando com a sua presença no dia de Bocage em Setúbal.

Felicita igualmente todos os concorrentes que participaram no concurso, porque sem a sua dedicada e infatigável contribuição, participação e interesse este evento da Lasa nunca se realizaria nem atingiria o nível e o patamar que hoje conseguimos, de forma a permitir o sonho de ir mais além e projectar o concurso e o nome de Bocage e de Setúbal em meios nacionais e internacionais. A todos vós, os sinceros agradecimentos da direcção.

A entrega dos prémios será efectuada no dia 15 de Setembro de 2009 - Dia de Bocage e da Cidade, no Salão Nobre da Câmara Municipal (18:00 horas). A lista de premiados será divulgada no Correio da Manhã e no Jornal de Notícias, na imprensa regional e concelhia e no site da LASA.

Setúbal, Cidade do Rio Azul, 04 de Setembro de 2009

Pela Direcção

 

 Carlos Alberto Pires da Silveira
Presidente

 


António Maurício Pinto da Costa

1931-2006

 

A Direcção vai organizar no final do mês de Novembro de 2007, uma homenagem ao falecido presidente da LASA. A homenagem pretende-se que tenha uma amplitude que ultrapasse o âmbito do concelho e que possibilite a inclusão de todos os que participaram e interviram no percurso profissional e pessoal de Maurício Costa. Dê sugestões, ideias, proponha ao grupo de trabalho. Contacte a Lasa por email, por telefone ou faça uma visita à nova sede.


 

Homenagem ao Professor Maurício Costa

 Programa

 28 de Novembro de 2007

Aniversário da LASA

 

9:30 h. Romagem ao cemitério da N.ª Senhora da Piedade

10:30 h. Descerrar de placa de rua atribuída pela autarquia em homenagem ao Professor.

16:00 h. Inauguração da nova sede da Lasa

 

01 de Dezembro de 2007

(Sábado)

14:30 H. Homenagem na Serra da Arrábida(miradouro da Serra do Arremula)

  • Intervenção do Núcleo da Poesia da Lasa
  • Deposição na serra da Arrábida de um ramo confecionado om flores da Arrábida.
  • Cerimónia de Plantação de uma espécie autóctone da serra.

18:30 h. ENCONTRO EVOCATIVO - Salão Nobre dos Paços do Concelho

  • Projecção de filme/imagens da vida e obra do professor Maurício Costa

  • 1.ª intervenção: O HOMEM(Pessoal/Familiar/Amigos)

  • 2.ª Intervenção: O PROFESSOR

  • 3.ª Intervenção: O CIDADÃO

- Associativismo

- Ambiente

- Património

- Causas

 - Projecção de diapositivos/vídeo

 - Momento musical.

 - Escrita de livro para edição “In memoriam”.


 

EDITORIAL

  Ao longo dos dois últimos anos, a Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, Lasa, na continuação dos objectivos da defesa do património histórico edificado e da identidade de Setúbal, considerou, pertinente realizar debates públicos, em algumas situações, numa óptica de debate de ideias, análises técnicas e apresentação de soluções: foram o Convento de S. Francisco, o Quartel de Infantaria 11 e a discussão sobre a construção de um novo aeroporto para a Zona Sul.

As três situações são no entanto diferentes.

O Convento de S. Francisco cuja construção data do ano de 1410, sendo um monumento localizado em Setúbal, de propriedade pública municipal, permitiu, depois de alguma reflexão, contactos e de reuniões posteriores, designadamente com a Comissão da Cultura e Ciência da Assembleia Municipal, a apresentação à Câmara Municipal de Setúbal de uma proposta para que o Convento de S. Francisco, fosse classificado de interesse municipal de acordo com a legislação em vigor.

A LASA, após a análise da legislação em vigor, entendeu que o único processo que poderia impedir a demolição total ou parcial do convento, ou promover a sua requalificação, seria o da classificação de interesse municipal, e considerou que a abertura do processo administrativo para essa classificação, conferia efectivos processos de protecção ao bem patrimonial e determinava o acesso a regimes de apoio e incentivo previstas na lei.

Desta maneira, considerando que a classificação de bens culturais como de interesse municipal incumbe aos municípios e que sendo a LASA uma estrutura associativa sem fins lucrativos cujos objectivos estatutários se prendem com a defesa e valorização do património cultural, é permitida pela legislação em vigor a iniciativa para o procedimento administrativo de classificação de bens imóveis, a Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão apresentou uma proposta circunstanciada à Câmara Municipal de Setúbal para efeitos da referida classificação daquele monumento de Setúbal.

A proposta foi apresentada em 29 de Outubro de 2006 e ao fim de quase um ano, não temos resposta, havendo informações de que poderá haver uma reunião em Setembro com os orgãos autárquicos, sobre o assunto.

O Forte de Nossa Senhora da Conceição, posteriormente denominado por “Baluarte da Conceição” e conhecido pela população de Setúbal, pelo “Quartel do 11”, é uma referência da cidade. Sendo um dos emblemas patrimoniais da cidade de Setúbal, é parte integrante da história da cidade e o baluarte das muralhas de Setúbal mais importante da cidade, da história antiga e recente, ligada às tradições religiosas e culturais.

Por essas razões e porque há dez anos que se discute o Quartel do Onze e a sua finalidade para a cidade, com propostas variadas, sem que tenha havido alguma resolução prática e definitiva sobre o mesmo, a Lasa entendeu realizar um debate público a 8 de Fevereiro deste ano “O Quartel do Onze, Que Futuro”. No debate, os Setubalenses deram mais uma vez uma prova da determinação em defender o património que é seu, e que é sinónimo também de memória e de cultura. Amplamente participado, permitiu clarificar a ideia de que o Baluarte da Conceição(Quartel do 11) devia ser entregue à cidade para o seu usufruto por múltiplas razões entre as quais a história do monumento seiscentista e a sua importância primada pela localização. No entanto o debate pretendeu que fosse discutida mais a forma de saber quais as soluções possíveis e financeiramente sustentadas de requalificação, sem perder de vista as componentes social e cultural que se pretendem do monumento, ao invés de discutir a forma de utilização do próprio edifício(Espaço Comercial, Centro de Exposições de Setúbal, etc).

O que já não foi tão clara foram as soluções para a resolução da situação em que se encontra aquele edifício.

Em primeiro lugar este encontra-se sobre a tutela do Ministério da Defesa, interlocutor sem o qual não é possível perspectivar qualquer solução válida.

Segundo, o Programa Operacional Polis, apesar do quartel se encontrar no seu Plano Pormenor, não encontrou, desde o ano inicial da sua candidatura em 2001 até ao momento, soluções para a requalificação do mesmo, ficando a intervenção daquele programa cirunscrita, como se sabe, à requalificação do Largo José Afonso, à construção do Parque Urbano de Albarquel e à requalificação da Avenida Luísa Todi.

A Lasa tentou fazer várias diligências e várias abordagens ao assunto. Uma delas teve a ver com contactos com a Fundação Champalimaud a quem quereria propôr a possibilidade de disponibilizar o Quartel do 11 para sede da Fundação. Outra das propostas da Lasa, também relacionada com a Fundação, era a transformação do quartel em Museu para Invisuais ou um Centro Museológico de Invisuais, aberto também ao público em geral, considerando o investimento científico da Fundação na investigação mundial em doenças da visão.

Procuramos ainda interpelar elementos do Ministério da Defesa no sentido de saber a situação actual da edificação e os propósitos sobre ela, do ministério.

Nenhumas das interpelações teve desenvolvimentos positivos e portanto as soluções para o quartel mantêm-se à volta das premissas anteriores que resultaram do debate: Uma de manutenção da hasta pública, e da necessidade de recorrer ao investimento financeiro privado, ainda que com a possibilidade de intervenção tutelar das instituições que intervêm no licenciamento e na gestão do espaço, salvaguardando assim a preservação daquilo que é necessário(as muralhas/a preservação e requalificação do baluarte/a transformação do quartel, mantendo as componentes cultural e social).

A outra forma, mais defendida, seria a da recusa da hasta pública e a solução da entrega do edifício ao município com possíveis parcerias público-privadas, criação de uma Fundação, etc. Nesta hipótese, a da entrega do edifício ao município, as forças vivas da cidade teriam de informar a Direcção Geral de Infraestruturas e o Ministério da Defesa de que não aceitavam a hipótese de hasta pública. Teria de haver um forte movimento de cidadãos, eventualmente um processo de classificação de interesse municipal, a justificação cultural e histórica do monumento e a importância da sua preservação.

Seria também necessário saber qual a solução pretendida para o edifício e assegurar os meios financeiros necessários através de parcerias público-privadas.

Adiantavam-se algumas outras possibilidades, designadamente as de procurar saber dos grupos turísticos que estão actualmente a investir na região, o que prevêem fazer ou qual é o seu interesse futuro naquela zona.

A Câmara Municipal revelou, posteriormente, que a intervenção de requalificação do Convento de Brancanes em Setúbal, abririam a possibilidade de investimento empresarial na requalificação do quartel.

Como facilmente se percebe, por tudo o que se disse anteriormente, quaisquer das soluções apresentadas são difíceis, demoradas, exigiriam a disponibilidade muito grande das instituições, negociação e capacidade de pressão externa.

Condições que não existem neste momento.

João Envia propôs à Lasa a constituição de uma comissão de cidadãos para a resolução do problema do Quartel do 11. É uma ideia que a Lasa considerou e considera. De resto escrevemos em Fevereiro, que não seria de excluir em todo este contexto do quartel do 11 que a Lasa iniciasse também um movimento público de defesa do Quartel do Onze.

No que respeita ao debate público sobre a “Construção do Novo Aeroporto na Margem Sul”, a LASA considerou o assunto de grande interesse público e da maior actualidade para o concelho e para a região e que o mesmo deveria servir para esclarecer algumas das questões mais importantes que rodeiam o assunto, caso dos temas da ecologia e do ambiente, do tráfego aéreo e do direito e também a clarificação de outros locais apropriados e identificados como alternativas à solução OTA.

Pretendemos ouvir os Setubalenses e Azeitonenses, as instituições da cidade e do concelho, para além de instituições representativas do distrito numa primeira discussão pública, que foi realizada no dia 3 de Julho pelas 21 horas no Clube Setubalense. Muito participada e discutida, propusemos no final do debate a criação de um movimento de pressão pela construção do aeroporto na margem sul, na zona do campo de tiro de Alcochete. A Lasa vai incentivar esse movimento, que conta com a participação do general Lemos Ferreira e do professor Paulino Ferreira, também presentes no debate.

Passada a época das férias de Verão e o período de comemorações do dia de Bocage e da Cidade, é agora o momento de reiniciar o movimento que designamos “Pró-Margem Sul”, cujo primeiro passo deverá ser a criação de um documento que resuma todas as propostas, ideias e opiniões dos presentes no debate e que deverá ser apoiado pelas principais instituições de Setúbal. O movimento deve integrar outras associações de Setúbal, instituções e forças políticas e diversas personalidades nacionais. Em Novembro, queremos que seja possível fazer um balanço do movimento e sobre o que foi feito até à data, mesmo porque, nessa altura, deverá estar próxima a conclusão do estudo para avaliação comparada entre Ota e Alcochete, do LNETI.

A LASA tem a consciência da necessidade que há de debater as questões públicas e que interessam à nossa cidade e ao concelho, de uma forma alargada, com o envolvimento de múltiplos parceiros e não vai abdicar de o fazer, sempre que as circunstâncias o permitirem e as sua pequena capacidade logística o possibilite. Mas como se pode facilmente verificar pelo que foi já escrito, não é suficiente que os assuntos e as questões mais sensíveis do património histórico e cultural da cidade e outras questões pertinentes, sejam debatidos com maior ou menor profundidade, é necessário que os pequenos milagres de cidadania que são promovidos pela intervenção da sociedade civil sejam também acompanhados por um conjunto de outros parceiros e de outras metodologias, para se ultrapassarem e se resolverem em definitivo os problemas que existem.

Em qualquer caso, a LASA vai manter vivos os princípios a que se propôs, de discussão, compreensão, apresentação de propostas, e diálogo, sobre o património histórico edificado e sobre outras questões, na promoção do espírito da cidade e da coerência de Setúbal.

Carlos Silveira

LASA

CANTINHO DOS SÓCIOS

A LASA é uma instituição que vive da quotização dos seus associados. Para que cumpra os seus objectivos, torna-se indispensável o pagamento das respectivas quotas. O pagamento pode ser efectuado por: cheque, em nome da LASA, e enviado para Apartado 292, 2901-901, Setúbal. O envio do cheque terá de ser acompanhado com o nº de sócio, sendo o recibo/quotas enviado posteriormente. Através do cobrador. Para tal terá de informar a morada de cobrança assim como o melhor dia da semana e o horário preferido. Por carta-resposta RSF. Por transferência bancária para a conta cujo NIB é: 0035 0774 0001 7444 93261. Se optar por esta forma de pagamento é importante que mencione o seu número de sócio e nome no descritivo do movimento, caso não seja possível inscrever qualquer observação(Multibanco). É favor fazer-nos chegar cópia do comprovativo desse mesmo movimento.

 

 

 

 

 

 


Do Livro

"Património Azulejar de Setúbal e Azeitão"

 

 

   

 

A Cidade Histórica

 A Direcção da Lasa efectuou recentemente uma visita a uma parte do centro histórico de Setúbal, num percurso que se limitou à Rua Manuel Arriaga, Praça do Quebedo, Terreiro de S.Maria, Largo Joaquim António Aguiar, Rua Arronches Junqueiro, Ladeira da Porta do Sol, Rua do Eito e Rua Antão Girão.

Confesso que ficámos surpreendidos. Não que não conhecessemos que o centro histórico necessitava de urgentes obras, não que não soubéssemos que havia problemas, identificados, de segurança nos edifícios.

Mas o que vimos revelou um cenário que não tínhamos imaginado.

De edifícios abandonados, desde a Rua Manuel Arriaga, Avenida 5 de Outubro, Terreiro de S.ª Maria, Arronches Junqueiro, a casas em ruínas, ao lado de outras com habitação no rés do chão e degradadas nos pisos superiores.

De casas em estado de grande degradação entre a rua Francisco Augusto Flamengo e a Rua da Paz, até à Travessa Farinhas, ao lado do edifíco do Museu de Arqueologia, Rua Vasco Soveral e à rua Antão Girão onde existem casas com comércio no rés do chão e o primeiro piso em ruínas ou abandonados.

Passando por moradias de dois pisos em estado visível de degradação com residentes a viverem nos pisos superiores, no Largo Joaquim António Aguiar.

Onde existiu uma das maiores estruturas religiosas de Setúbal o Colégio de Jesuítas S. Francisco Xavier, mais tarde Convento das Bernardas, resta hoje pouco mais do que o Palacete Fryxell, no alto de S. Sebastião e com problemas de manutenção, ao que supomos. O resto das casas que hoje existem desta antiga estrutura, em frente ao Quebedo, algumas das quais abertas e vandalizadas e onde se encontra também o Páteo Gago da Silva, a destruição é tamanha que nem respeita a memória de Mestre Lima de Freitas, que nasceu a poucos metros do local, em casa felizmente recuperada por uma Associação de Inquilinos que aí se encontra.

Fomos interpelados por moradores que nos convidaram a entrar em suas casas. O cenário foi espantoso, desde enormes manchas de humidade escavadas na parede, humidade a escorrer dos tectos e até água a escorrer directamente de tomadas eléctricas(com aparelhos ligados)!

Não conheço, do pouco que conheço, nenhuma cidade portuguesa, onde em plena zona do seu centro urbano antigo, existam edifícios históricos ou antigos com tamanha degradação e destruição.

É preciso que os Setubalenses sintam e saibam que do Convento de S. Francisco ao Convento de S. Paulo, do que hoje resta do Colégio de Jesuítas, ao Hospital João Palmeiro, o pouco que resta da memória e da história da cidade vai todos os dias desaparecendo e transformando-se em poeira, até nada mais existir. Que no centro urbano histórico o casario antigo abandonado, devoluto ou não utilizado, se vão transformando em ruínas até muito pouco poder ser feito para a sua recuperação.

Mal iria a Lasa se não alertasse a comunidade Setubalense para o que viu e percebeu.

Mal vão os Setubalenses se olharem para o lado e fazerem de conta que nada se passa.

Tudo isto tem anos, anos e anos. Felizmente conseguiu-se intervir no Quartel do Onze e no Convento de Brancânes e conseguiram-se financiamentos para a intervenção no Convento de Jesus e para este centro histórico. O Convento de S. Paulo está a sofrer obras de consolidação. São boas notícias que pressagiam a atenção e a preocupação por algo que é manifesto: não pode adiar-se mais qualquer intervenção nesta zona da cidade.

Porque certamente não haverá ponto de retorno: ou se inicia um processo completo, estudado, importante, de reavaliação/recuperação do nosso centro histórico ou perdemos este conjunto edificado antigo a que chamamos centro histórico. Se o perdermos, perderemos mais do que algumas casas:  perderemos também a noção de cidade histórica viva que nos traz os valores culturais, arquitectónicos, urbanísticos ou simplesmente afectivos que representam o lugar da memória aonde se encontram as nossas recordações sociais, as lembranças particulares e tudo aquilo que para nós tem significado.

E apesar de Setúbal como diz Benard da Costa, ser “das cidades de Portugal a que tem mais para contar e da qual menos se conta”, não haverá memória nem história que valha à cidade do Sado. Esta será a Cidade sem passado nem herança, sem nada para contar.

A Cidade Histórica sem história.

 

 

Carlos Silveira

Presidente da LASA

                                                                                                                                                         


 

A LASA homenageia Luísa Todi

Luísa de Aguiar Todi nasceu em Setúbal, na freguesia da Nossa Senhora da Anunciada, a 9 de Janeiro de 1753. O local do nascimento, segundo a tradição, foi no nº 49 da Rua da Brasileira que, em boa hora foi adquirido pela Câmara Municipal e onde se projecta instalar a casa-museu Luísa Todi.

A Câmara Municipal para assinalar os 253 anos do nascimento da cantora lírica setubalense, elaborou um programa comemorativo da efeméride que decorre de 6 a 9 de Janeiro. No dia 9, pelas 9h 30m , a Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão irá colocar junto da glorieta de Luísa Todi um ramo de flores como manifestação de homenagem e reconhecimento a esta figura da cultura setubalense que soube elevar bem alto o nome da cidade e do País.

A estatura artística de Luísa Todi ultrapassou as fronteiras do espaço e do Tempo e, sem dúvida é uma figura portuguesa e setubalense para a eternidade. No dizer do Prof. Mário Moreau “ Luísa Todi foi, porventura , a primeira artista que soube compreender e transpor a distância que existe entre o cantor que apenas possui excelente técnica vocal e aquele que se sabe servir dessa técnica como meio de expressão”.

Perante figura de tamanha dimensão artística, esperava-se que o Ministério da Cultura tivesse uma manifestação, mesmo simples, de homenagem a Luísa Todi, todavia tal não se verificou! Por falta de tempo ou por esquecimento ?A resposta talvez se possa encontrar numa declaração da Senhora Ministra ao Programa Café das Quintas , no dia 15 de Dezembro de 2005, realizado no Teatro Miguel Franco, que confessou “ ainda não se habituou à cadeira do Poder, estando a criar rotinas e, por isso, ainda não conseguiu tempo livre na sua agenda”

 

 

FINALMENTE !!!

A Petição 43/X/1ª, subscrita por 8400 cidadãos, na qual solicitam o início das obras de recuperação do Convento de Jesus, vai finalmente ao plenário da Assembleia da República amanhã dia 2/12, para ser discutida.

A Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República deu conhecimento, aos diferentes Grupos Parlamentares, da Petição e do relatório por si elaborado. A referida Petição, por força da lei, foi publicada no Diário da Assembleia da República II série B nº 13X/1 de 10.09/2005 e por conter mais de 4.000 assinaturas teria de ser apreciada em Plenário da Assembleia da República.

Finalmente este assunto da maior importância para todos os Setubalenses e Azeitonenses vai ser discutido e sabemos que a Comissão recolheu um grande número de elementos de forma a permitir a apreciação da situação em que se encontra o Convento de Jesus e os avanços e recuos que o processo tem sofrido.

Aguardamos com expectativa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
26ª Reunião da Comissão de Acompanhamento Ambiental da Fábrica Secil-Outão - Síntese dos Trabalhos

A Comissão analisou o relatório elaborado pela Consultora SGS, relativo aos resultados dos testes à co-incineração de resíduos industriais banais efectuados na fábrica do Outão nos passados meses de Junho e  Julho e emitiu um Parecer que será disponibilizado em breve no site Internet da Secil, na área respeitante à CAA.

A CAA regista e expressa a sua concordância  com a posição veiculada pela Secil na anterior reunião, relativa à co-incineração de resíduos industriais perigosos, segundo a qual:

 a)      A Secil não foi contactada por qualquer entidade oficial, formal ou informalmente, para a utilização de RIP, na sua Fábrica do Outão;

b)      A posição da Secil de não ponderar a utilização de RIP na Fábrica do Outão, não se alterou;

c)      Caso a Secil venha a ser contactada no sentido de tratar outro tipo de resíduos, a CAA será devidamente informada e participará, como sempre, no processo.

 Outão, 7 de Novembro de 2005

 

 

Carta da LASA dirigida aos Deputados eleitos pelo Distrito de Setúbal.

FI


Será agendada, para data próxima, a discussão em plenário da Petição 43/X/1ª, subscrita por 8400 cidadãos, na qual solicitam o início das obras de recuperação do Convento de Jesus, primeira obra do Manuelino em Portugal e de grande simbolismo histórico, como local, em que se realizou a ratificação do Tratado de Tordesilhas. Este monumento nacional, apresenta um estado de degradação, abandono e mesmo ruína, sendo lamentável que o Ministério da Cultura não tivesse considerada prioritária a respectiva recuperação , como ainda retirou do PIDDAC as verbas inscritas, pelo anterior Governo, para 2006. A Comissão de Educação, Ciência e Cultura de modo a ter uma visão actualizada da situação para apresentar a Vossas Excelências um relatório bem documentado, solicitou informações à Câmara Municipal de Setúbal e ao Ministério da Cultura, mas apenas a Câmara Municipal se dignou responder. No meu entender, esta posição do Ministério da Cultura revela falta de respeito para com a Comissão e para com a própria Assembleia da República não deixando, por isso, de sublinhar esta atitude negativa da responsável por aquele Ministério. Peço, em nome das associações que representam o Movimento para Defesa do Convento de Jesus, a melhor atenção dos senhores deputados na defesa da história e da identidade da região pela qual foram eleitos.

 

António Maurício Pinto da Costa

Presidente

 


 

Comissão de Acompanhamento do Centro Integrado de Tratamento de Resíduos Industriais – CITRI.

Na reunião da Comissão de Acompanhamento do CITRI foram abordados os seguintes temas:

1-O Projecto da Estação de Triagem. Enquanto se aguarda o projecto para a construção do pavilhão  vai- se efectuando a separação de vários  tipos de plásticos.

2-     Projecto RDF. Iniciou-se um estudo em parceria com o Politécnico de Setúbal para avaliação do comportamento, na queima, dos vários tipos possíveis de RDF, em forno piloto.

3-     Projecto da Célula C. Foi entregue no Instituto de Resíduos o projecto para a construção da célula C, aguardando-se a resposta daquele instituto.

 

A análise dos Mapas de Monitorização Mensal das Águas Subterrâneas não revelam valores anormais, quer quanto ao ph, condutividade , cloretos , chumbo, potássio, mercúrio, arsénio, antimónio, cianetos, selénio….

Foram analisadas as fichas de odores, tendo- se verificado algumas reclamações,  quando a direcção do vento é norte e a velocidade é acima de 1 m/s. Foram aconselhadas mais cuidado nestas situações.

 A Comissão foi informada de que o Instituto do Ambiente passou um certificado de Registo- EMAS, certificando que  o CITRI possui um sistema de gestão ambiente de acordo com o Regulamento(CE) nº 761/2001, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Março de 2001, para promover a melhoria contínua do seu desempenho ambiental., estando autorizado a utilizar o logótipo EMAS.

A Comissão foi informada de que o Instituto do Ambiente passou um certificado de Registo- EMAS, certificando que  o CITRI possui um sistema de gestão ambiente de acordo com o Regulamento(CE) nº 761/2001, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Março de 2001, para promover a melhoria contínua do seu desempenho ambiental., estando autorizado a utilizar o logótipo EMAS.

 

POPNA
O Partido Ecologista "Os Verdes" vai apresentar queixa, em Bruxelas, contra o Governo Português, devido à alteração introduzida no Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida(POPNA) publicado em 23 de Agosto.Este, na versão inicial, e que foi submetido a discussão pública, tinha expresso que não era permitida a co-incineração de Resíduos Industriais Perigosos(RIP) no P.N.A O Governo alterou o documento nesta e noutras matérias sem o submeter à discussão pública como a lei o determina.

 

Clube das Mais Belas Baías do Mundo.

Congresso em Setúbal

Em 2009, Setúbal vai receber o 5º Congresso dos Clubes das Mais Belas Baías do Mundo, decisão tomada em 19 de Outubro de 2005, em Bodrum, na Turquia.A este certame concorrem também as associações das Baias da Praia da Rosa , no Brasil, e de Chaleus, no Canadá.A baía de Setúbal, com o seu maravilhoso enquadramento paisagístico que lhe é dado pelo estuário, Tróia e Arrábida e com os golfinhos como ex- libris ambiental, foram argumentos que pesaram fortemente na atribuição desta honrosa classificação.(leia mais em OPINIÃO)
Procedimento irregular da anterior Administração do Porto de Setúbal?
As excelentes condições naturais e a situação geo – estratégica do Porto de Setúbal, permitem considerá – lo como um importante motor do desenvolvimento da região. Para garantir totalmente aquele objectivo, para além das infra-estruturas, equipamentos e serviços portuários especializados de qualidade é necessário que as taxas que afectam os diversos sejam competitivas em relação aos outros portos nacionais e internacionais. A Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão – LASA, em devido tempo , na comunicação social escrita e falada , denunciou a situação que se estava a criar com os preços exorbitantes das taxas cobradas, e as suas consequências para o porto e também para a própria cidade. Vem agora ao conhecimento do público, que a Comissão Europeia investiga a legalidade do Concurso, para a concessão do Terminal Multiusos. Se o Tribunal de Justiça das Comunidades verificar que o procedimento, da anterior Administração do Porto de Setúbal não foi correcto, e que o mesmo prejudicou o desenvolvimento do porto com os consequentes reflexos na cidade, devem aqueles administradores serem responsabilizados por tão danosa gestão. Será que a culpa irá morrer solteira?????